sábado, 5 de fevereiro de 2011

O segredo é continuar respirando.

Palavras soam apenas como sons mudos diante de sua boca. Pensamentos irrelevantes parecem apenas imagens tiradas de uma pasta. Sentimentos aleatórios são apenas algo a descartar como cartas de baralho. Sem saber o que procurar, sem saber por onde começar, sem nenhuma direção é que chegamos a esse mundo com um propósito totalmente por nós mesmos desconhecido. Ao longo dos anos, mudamos e esperamos por respostas que parecem nunca chegar, e impacientes corremos atrás de coisas que não podemos saber. O segredo é continuar respirando, mas será que isso é o suficiente? Qual é o limite? Quando devemos saber a hora de parar? Quando devemos saber que encontramos aquilo que tanto procuramos? Quando devemos saber que encontramos as respostas para todas as questões anteriormente levantadas? Existe alguma regra que nos impeça de viver? Pois é isso que estamos fazendo todos os dias. Levantamos e vamos viver nossas vidas, na certeza de que alguma hora tudo faça sentido, que explicações sejam dadas e que nos conveçam de que nada aqui está sendo em vão.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Procurando uma forma de clareza.

Essa escuridão tem um propósito? Essa dor tem um motivo? Qual é a minha jornada, qual o meu destino? Não consigo encontrar palavras que expressem o que eu sinto. A verdade nunca aparece, mesmo quando não minto. Nada encontro em meio ao sofrimento, nada vejo em meio a luz. Apenas ouço o som de suas meias verdades sendo ditas de um jeito totalmente doloroso e oprimido. Apenas ouço seus sussurros meticulosos se repetindo como se fossem um eco em minha mente. Por que não acabo de vez com essas coisa que me aflinge, que me sufoca? Por que não posso desmoronar ao invés de ver o mundo ao meu redor cair em ruínas? Qual o propósito de seguir em frente se nem ao menos sei para onde ir? O que acontece a minha volta? Essa dor tem um motivo? Essa escuridão tem um propósito?

Você cavou sua própria sepultura, agora deite-se sobre ela.

A perfeição não é algo que se encontra em uma esquina, algo que está diante de nossos olhos. É simplesmente algo que buscamos, porém, nunca alcançamos. Deve ser por isso, em busca do perfeito, ou talvez até do melhor que as pessoas acabam errando. Ou talvez simplesmente por serem tolas e estúpidas. Como elas podem errar às vezes tão feio? Como podem falhar com aquilo que jamais podiam? Dói demais você confiar em alguém e vê aquilo que você construiu com tal pessoa desmoronar por um erro cometido. Dizem que decepção não mata, ensina a viver. Ditados populares em sua maioria são contraditórios ou inúteis, mas esse tem seu sentido, sua razão. É frustrante você depositar um carinho, confiança e talvez até amor e vê que tudo foi em vão, que conversas foram simplesmente palavras ao vento, nada além de desperdício de tempo. Perdoar é algo bem nobre, mas chega um momento em nossas vidas que desculpas não mais adiantam, que perdão não é mais aquela cola que você precisava para manter aquela união que antes parecia ser inquebrável. Como as coisas podem ter mudado tanto? Como deixamos isso chegar até esse ponto? Como superar o que parece não ter mais conserto? Colhemos aquilo que nós mesmos plantamos, cavamos nossa própria cova e nos enterramos, e por mais difícil que seja acreditar, podemos ter perdido o que tínhamos de mais valioso.